design da oferta

“Uma sacolinha é só uma sacolinha. O cliente não liga se eu embrulhar em papel de jornal mesmo”.Introduzo este post com uma frase tirada do imaginário do comerciante do passado. Era assim até pouco atrás

Na verdade, são argumentos que até possuem algum embasamento se considerarmos o contexto em que foram construídos. Consumo era só consumo até pouco tempo, bastava um bom preço e um atendimento educado.

O problema é que, rapidamente, a coisa se sofisticou. A sociedade se tornou mais complexa e as motivações de consumo deixaram de ser apenas embasadas pela necessidade.  Passou a ser importante também o design daquilo que a gente compra. Junta-se a isso a marca e todo o  imaginário construído em torno dela, algo que acabou por motivar o consumidor  a não só comprar como também divulgar sua compra.

O Marketing não tão marketing. O espontâneo não tão espontâneo

Vivemos na era do marketing. Tudo é marketing ou pretende ser, mas a palavra, por si só, não dá conta do fenômeno. Tornar algo mercantilmente viável não necessariamente leva uma pessoa a comprar, seduzir-se e divulgar uma marca.  Dizer também que se trata de “marketing espontâneo” não é bem o melhor termo. Não dá pra dizer que uma pessoa engajada em uma determinada marca faz isso de forma espontânea. Houve todo um trabalho para que isso pudesse acontecer.

Vivemos em um modelo de sociedade que privilegia demais a reputação. Talvez aqui tenhamos a origem de tudo isso. Ser dono de determinado produto, vestir determinada roupa ou portar aquela sacola de grife modifica a percepção das pessoas – tanto para o bem como o para o mal.

Cabe as empresas, sejam elas pequenas ou grandes, interpretar este dado e introduzi-lo em sua estratégia de vendas. De que modo? Essa é a parte mais legal já que abre espaço para a criatividade. Existem casos de sucesso,  mas é plenamente possível ir além da sacola de grife, da caixinha do McLanche Feliz, da sacolinha do supermercado (bem, essa, pelo menos em São Paulo, deixou de ser um elemento de marketing espontâneo).

O espontâneo é o que tem utilidade

O importante é perceber que nestes exemplos existe também o fator utilidade. A caixinha do McLanche tem informação, jogos, passatempos, algo bastante adequado para público que se destina. No caso das sacolas e sacolinhas, sabemos que elas possuem função de portabilidade e transporte. Quebram aquele galho quando a gente mais precisa.  Acabam transmitindo simpatia pela marca já que estão vinculadas justamente a momentos que estamos precisando resolver um problema. E elas resolvem.

Só que o positivo pode virar negativo à medida que o tempo passa. O caso das sacolas de plástico é bem típico. De heroína passou a ser vilã, e ai cada empresa precisa se readequar, criando novas formas de exposição positiva da marca.

Com isso a gente tira uma conclusão fundamental: uma marca, antes de tudo, precisa transmitir a ideia de que ela pode ser útil ao consumidor. Precisa estar vinculada a coisas úteis – uma sacola, uma caneta, um produto charmoso. Precisa  investir em design, ajudando o consumidor a sentir-se bem no meio da rua, na roda de amigos, a não se sentir constrangido por carregar uma sacola com a sua marca. Muito pelo contrário, deve sim se envaidecer por estar ao lado dela.

Publicidade inteligente aliada ao design

Apple, Nike, Armani, marcas conhecidas no mundo tudo graças, em grande parte, ao engajamento dos consumidores dos produtos destas marcas. Mas nada aconteceu espontaneamente. Houve um grande investimento em publicidade, em vinculação da imagem em ações de marketing, em pesquisas de mercado para entender a cabeça do consumidor.

O resultado demora, mas vem. Ou melhor, geralmente vem. Um exemplo doméstico de como isso pode ter resultados relativos é o da Oi, operadora de celulares que protagonizou uma agressiva estratégia de marketing antes de começar a atuar em escala nacional. Resultados houveram, buscando sempre coligar os produtos e serviços da companhia a ousadia, liberdade, a juventude,  mas aparentemente não se sustentaram por muito tempo. E o motivo é simples: muita conversa e pouco, muito pouco na prática.

A concorrência contra-atacou e neutralizou tudo aquilo que era visto como diferencial pelo cliente da Oi. Em situações como essa, há que se começar tudo de novo, analisando atentamente os espaços deixados para reconstruir e reposicionar a marca no mercado.

Design inteligente faz os pequenos parecerem grandes

Em se tratando de um terreno onde, antes de tudo, o que diferencia é a capacidade criativa e a percepção aguçada do empreendedor, saiba que os pequenos também podem investir nisso com igual ou até maior competência em comparação com os grandes.

É evidente que existem custos envolvidos, mas que devem ser encarados como investimentos. Fortalecer sua marca, saber posicioná-la de forma coerente no mercado, apresentá-la de forma atraente ao seu consumidor é, sim, um elemento fundamental de sobrevivência.

Bora começar? Nós estamos prontos para lhe ajudar.

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