Qual a medida certa na hora de publicar as novidades da sua empresa na Internet? Estudar o fluxo da comunicação realizada nas redes sociais é o primeiro passo para não atirar no próprio pé 

“Trollar” é um estrangeirismo recentemente incorporado em nosso dia a dia. Vem de “troll”, expressão de origem inglesa que diz respeito àquelas pessoas que gostam de incendiar uma discussão com muita energia e poucos argumentos convicentes. Em outras palavras, é aquele chato de galocha que, vez ou outra, aparece enchendo o seu saco.

Importante perceber é que essa expressão tem ganhado novos sentidos à medida que vem sendo disseminada. O que antes dava nome a sujeitos que faziam disso quase que uma sub-cultura na Internet, especialistas em jogar “iscas” (troll=isca) para criar confusões, polêmicas, combates verbais e afins, hoje trata de uma situação mais generalizada: a de incomodar pessoas, mesmo não tendo essa intenção.

Aqui chegamos ao problema central deste artigo. Convivo diariamente com o Facebook, o que me leva a conhecer bastante o comportamento de algumas empresas e comerciantes. Muitos deles, sem querer querendo, atuam justamnte sendo trolls.  Isso porque eles não têm a real consciência do fluxo comunicacional que envolve a publicação de uma informação nas redes sociais.

O fluxo comunicacional de uma informação 

Uma das coisas que mais identificam um troll é sua capacidade de ser redundante, repetitivo, insistente. E o Facebook acaba que colocando algumas cascas de banana no caminho do empreendedor desatento, fazendo com que uma estratégia de divulgação torne-se extremamente incoveniente para quem recebe. Vejamos aqui um exemplo tirado do meu cotidiano:

Empresa: um bar noturno

Fato: apresentação de uma dupla sertaneja

Recursos de divulgação : uso do Facebook, Twitter e e-mail

Facebook: envio de convite para lista de amigos, marcação em flyer

Twitter: Tweet simples

E-mail: envio de SPAM

 Procedimento1: Envio de convite à lista de amigos do Facebook, sem seleção ou critério.

Consequência1: alerta no Facebook e envio de email aos usuários que recebem mensagens da rede social.

 Procedimento2: Upload de flyer promocional, “marcando” todos os amigos.

Consequência2: Alerta no Facebook, envio de email e acompanhamento do usuário, sem sua vontade, de eventuais trocas de mensagem geradas por essa marcação de fotos (recebimento de novos emails e alertas no Facebook a cada nova mensagem).

Procedimento3: envio de email spam contendo o mesmo flyer enviado via Facebook à lista de emails criada a partir de usuários do Facebook.

Consequência3: mensagem em massa acaba na caixa de SPAM. Solicitações de descastramento.

Procedimento4: envio de tweet sobre a apresentação da tal dupla sertaneja.

Consequência4: repostagem do Tweet no Facebook (integração Twitter X Facebook). Redundância de informação.

Consequências gerais:

  • Emporcalhamento da Timeline de sua clientela potencial;
  • Redundância informativa;
  • Excesso de mensagens de email contendo a mesma informação;
  • Vinculação de uma imagem desagradável e incoveniente a sua marca;
  • Reclamações de usuários incomodados partilhada por todos os usuários ‘marcados’;
  • Perda de seguidores;
  • Fracasso do evento, pela ausência de critérios de escolha na formulação dos destinatários das mensagens.

Como podemos perceber, quatro ações simples envolvendo redes sociais bastam para provocar uma reação em cadeia altamente prejudicial à reputação de seu empreendimento. Quando lidamos com comunicação, temos que estar cientes do fluxo, dos caminhos e descaminhos que sua informação poderá percorrer. É o caso do Facebook, que não tem a necessariamente a obrigação de atender as demandas de marketing de seu empreendimento e que, por essa razão, precisa ser plenamente dominado e compreendido para que sua divulgação não dê com os burros n’água.

Deixe seu Comentário

Who are you?

Sua mensagem