Ninguém gosta de ficar parado esperando, nem você, nem seu cliente. Mas o empreendedor pode muito bem aproveitar esse momento de maneira positiva

Dizem que o paulistano adora uma fila. Sente-se até um pouco frustrado quando raramente é atendido de imediato. “Ué, mas já?”. Brincadeiras à parte, para o empreendedor trata-se de um assunto sério. Uma fila imensa pode representar lucratividade, mas também insatisfação, dores de cabeça. Ninguém gosta de perder parte da vida esperando, esperando, esperando…

Se fila é uma tradição paulistana, típica de uma cidade global e populosa, o que temos que fazer é aceitá-la. Sim, aceitá-la no sentido de que não dá para evitar a entrada de mais e mais clientes no estabelecimento, tampouco contratar um batalhão de operadores de caixa. Lembre-se que estou falando micro e pequenos empreendimentos, incapazes de se tornar um hipermercado de uma hora para outra.

Ao aceitar, perceberemos que a fila tem o seu lado bom. É justamente com esse objetivo que pretendo trazer aqui algumas possibildades de exploração deste ritual tão “querido” pelo consumidor da terra da garoa. Muitas delas, inclusive, já praticadas por grandes redes de varejo

Corredor de ofertas: você já deve ter ido a um supermercado onde, na fila do caixa rápido (que nem sempre é rápido),  são ofertados uma  série de produtos em gôndolas laterais. São as chamadas “ofertas de última hora”. Geralmente, os varejistas modificam conforme o momento e a meta buscada.

Há também a possibilidade de ofertar produtos que, se não fosse a condição estática do consumidor numa fila, dificilmente seriam lembrados por ele. Canetas, fio dental, drops e miudezas em geral são alguns exemplos. Estabelecer uma pequena revistaria é também uma estratégia bastante eficiente para diminuir o tédio do cliente e  aumentar o mix de produtos do estabelecimento.

Monitores de LCD: investir na fila do caixa possui pelo menos dois objetivos: 1) otimizar o tempo de presença do cliente na loja, incentivando-0 a consumir 2) tornar a experiência da fila menos tediosa e estressante. Com base nesses dois objetivos, nada melhor do que uma TV para distrair e convidar ao consumo, certo?

Há muitas empresas que oferecem uma espécie de comodato serviços de TV Interna. O empresário ganha ao oferecer uma atração para entreter a clientela na fila, cujo conteúdo pode variar entre jornalismo, fofocas, horóscopo, dicas de saúde e afins, e o prestador entra com toda a infra-estrutura, mas ganhando na possibilidade de vender espaços de publicidade.

De um modo geral, trata-se de um modelo que casa-se perfeitamente com a equação: consumo + entretenimento = + lucraticidade – tédio

Interação loja x smartphone: os smartphones e tablets definitivamente se tornaram ferramentas de descompressão, seja para encarar uma sala de espera, o trânsito ou uma fila interminável. Lá você pode se comunicar via SMS, acessar emails, Internet e, claro, comprar.

Antes de tudo, ofereça e informe o seu cliente sobre a existência de Wi-Fi  em sua loja. Feito isso, você pode criar um informativo na boca do caixa sobre as “ofertas exclusivas do site”. Daí é contigo. Sistematize uma estrutura enxuta de pagamento e entrega do produto por meio do caixa e , bingo, e você ganhou mais um canal de vendas.

Muita coisa pode ser explorada nesse quesito, como exemplo o uso de Qr Codes, abordados aqui anteriormente. O uso das redes sociais pode alinhavar uma estratégia promocional envolvendo, por exemplo, uma página no Facebook ou uma promoção cultural lançada no Twitter.

Sessões de degustação: essa vale principalmente para quem possui um estabelecimento comercial ligado à alimentação, mas pode muito bem, com os devidos ajustes, servir para outros ramos de negócio. Até porque um cafezinho sempre vai bem, principalmente para aliviar o tédio de uma fila do caixa. Para padarias, mercearias e afins, aproveite a situação para “mimar” seu cliente, não apenas com o sempre bom cafezinho como também oferecendo a degustação de pães, sanduíches, queijos e toda e qualquer guloseima que estimule o apetite de seu cliente.

Acessibilidade e atendimento preferencial: Faça com que deficientes, idosos e gestantes  sintam-se bem dentro da sua loja. Invista em uma logística capaz de oferecer conforto (cadeiras e poltronas, por exemplo) e dê sempre atendimento preferencial para este público. Certamente se tornarão clientes cativos se forem bem tratados dentro de seu estabelecimento e você ganha ainda pontos positivos com outros clientes que, do mesmo modo que você, solidarizam-se com o próximo.

Caixa = quiosque de “nicho”: A primeira é escolher um determinado nicho (tecnologia, alimentação, bem estar doméstico, setor automotivo, trabalho, estudos etc). Estude bem o seu ramo, o perfil da sua clientela e passe a pensar seriamente na possibilidade de incrementar o caixa/balcão, tornando-o em uma espécie de quiosque. As padarias tem, como tradição fazer isso,oferecendo no caixa artigos dos mais diversos, desde doces até o temido e reprovável cigarro. É questão de escolha, mas o ideal é não diversificar muito. Fixe em um nicho, tematize o caixa, tornando-o atraente visualmente e observe a reação da clientela.

E você empreendedor, já teve alguma outra ideia? Compartilhe com a gente!

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