Todo usuário de Facebook deve ter sido envolvido, direta ou indiretamente, por um meme. Mas, o que o empreendedor pode ganhar com isso? Tratei neste blog sobre a importância de se engajar em alguma campanha de interesse do público buscado pelo empreendedor e que, ao mesmo tempo, esteja ligada ao ramo de negócio da empresa. E falo isso pensando automaticamente nas possibilidades trazidas pelas redes sociais. Sim,, porque não

adianta hoje em dia fazer campanha com cartaz na porta, panfleto no balcão. Tem que sentar a frente do computador e ir ao encontro daqueles que podem ser tocados pela sua mensagem.

Se você tem uma lista de amizades bem movimentada, com um nível interessante de interatividade, você já tem meio caminho andado. Para que uma campanha dê certo é fundamental ter amigos de verdade. Não aqueles que se adiciona e junta em listas. Amigos de fato, que de maneira espontânea irão colaborar para que sua mensagem chegue a novos círculos de amizade.

Mas vamos ao que interessa, aos memes, algo que me remete ao tempo de formando em jornalismo, quando arrisquei a tratar do “caráter mobilizatório das mídias sociais” quando ninguém – inclusive os professores – não sabiam bem do que se tratava. Aí veio o Twitter, os twittassos, os trending topics, as manifestações organizadas pela Internet, os flash mobs, as eleições de 2010, a primavera árabe e todos começaram a perceber o potencial das novas mídias para engajar pessoas e, porquê não, mobilizá-las sobre determinada causa ou assunto.

E o meme é parte fundamental disso, já que ele é o fato motivador, mobilizatório, capaz de mexer com o imaginário das pessoas. E o que pode ser um meme?

Da genética para a memética

A expressão “meme” foi criada  por Richard Dawkins, autor de “gene egoísta”, clássico da literatura ligada à ciência genética. Para ele, o meme equivale a um gene cultural. É um dado cultural com a vocação de transmitir legado, de ser passado para frente, e, claro, com o poder de ser copiado e multiplicado.

Para isso ele precisa interagir com o repertório cultural do destinatário, fazer com que ele recorde (grave na memória) a informação para que esta seja compartilhada na posteridade.  E certamente o “meme” vai muito bem em ambientes como o das redes sociais, onde a cultura da partilha de informação é disseminada.

Partindo desta lógica o meme nas redes sociais pode ser então:

- Uma informação escrita (frase de efeito, tweet, promoção, alerta, notificação etc);

- Uma  concepção de texto e imagem;

- Uma campanha;

- Uma denúncia;

- Uma foto;

- Um vídeo;

- E tudo mais que tiver a capacidade (ou merecer) de ser partilhado.

O meme negativo

 O meme pode ser negativo também. Aliás, aquele ditado “notícia ruim vem à cavalo” nunca foi tão plausível. Espalhar uma informação inverídica, uma fotomontagem, algo que ofenda determinadas minorias tem sido praxe nas redes sociais, sobretudo no Facebook. Empresas também já foram atingidas por campanhas caluniosas ou até mesmo com algum fundo de verdade.

Um cartaz dentro da loja contendo uma expressão grafada de maneira incorreta, por exemplo, pode virar um meme facilmente. A filmagem, por celular, de um atendimento mal realizado também é um bom exemplo. Reputação é, por isso, a palavra a ser evocada quando lidamos com redes sociais. Há que se disseminar memes que, de fato, trazem algum legado positivo para a marca.

No entanto, o meme negativo para a marca pode ser positivo para o consumidor interessado em melhorar sua experiência de compra e ajudar outras pessoas a não entrar em certos golpes. Por isso, se algo atinge sua marca, verifique o fundo de verdade  e aja para melhorar seus produtos e serviços.

 O “meme” da Penso Mídia

Lançamos recentemente um meme nas redes sociais, voltado a conscientizar o usuário de computador sobre a importância de “conversar” de maneira educada, sem utilizar a caixa alta. É a campanha “CAIXA ALTA, NÃO!”, contra o uso do caps lock, recurso utilizado por muita gente em troca de mensagens e que, à vista de terceiros, soa como um grito, uma grosseria, um ato de deselegância da parte de quem escreve.

 Este é um exemplo de como sua empresa pode se engajar em uma campanha por meio de um meme. Em nosso caso, utilizamos um assunto que tem tudo a ver com a imagem das pessoas, a comunicação digital, enfim, cada empreendedor deve encontrar seu nicho de assuntos.

Se você gostou do nosso meme, siga a gente no Facebook e compartilhe nossa campanha!

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