O empreendedor pode ser também um educador responsável por mudar positivamente os hábitos e costumes da sociedade

Após muitas liminares, indas e vindas em nossa justiça tardia e falha, a Lei que proíbe o uso de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais do estado de São Paulo começa a valer a partir de amanhã

De acordo com a Apas (Associação Paulista dos Supermercados), a previsão é de que deixem de ser distribuídas cerca de 1,7 bilhão de sacolas por ano no Estado. Algo que, diante desta escala, será responsável por melhorar consideravelmente a situação dos nossos aterros, tirando de circulação um vilão do solo e dos lençõis freáticos. ‘

O fato é que estamos bem atrasados neste assunto.  Tanto nos EUA como na Europa o uso foi abolido há muito tempo.  Alternativas, como as “ecobags”, as sacolas biodegradáveis, feitas à base de amido de millho, e as tradicionais caixas são apenas algumas das possibilidades para quem aceita o fato de que somos socialmente responsáveis pela natureza que nós também fazemos parte.

Diante desse quadro, trago aqui algumas medidas adotadas por sociedades civilizadas cujo principal educador foi o empreendedor. Sim, você empresário é também um grande educador, um agente capaz de mudar os hábitos e costumes da sociedade. Mudar para o bem, é claro, faz parte da sua obrigação.

Responsabilidade compartilhada

As legislações europeias buscam criar uma espécie de responsabilidade compartilhada entre comerciantes e clientes sobre o uso devido de sacolas ou de qualquer outro utensílio feito para carregar compras. A ideia de se cobrar pelo uso de sacolas plásticas é amplamente realizado por lá, o que abre espaço também para aqueles que, como diferencial, tomam para si a responsabilidade de oferecer soluções ambientalmente corretas sem que o cliente pague a mais por isso.

Aqui no Brasil a iniciativa é parecida. Os supermercados, por exemplo, irão oferecer as sacolas hidrobiodegradáveis, cuja decomposição demora cerca de 2 meses, por R$ 0,19 a unidade. É bom lembrar que não se trata de uma imposição, mas de uma oferta. Cabe ao consumidor optar por esta alternativa ou trazer, de casa, uma solução.

Mas será que o empreendedor não pode, de repente, oferecer alternativas gratuitas e, ao mesmo tempo, capitalizar com isso? Vejamos aqui algumas possibilidades, considerando que este ganho pode vir na forma de positivação da imagem da marca, de maior atração de clientes interessados em cortesia, de parcerias com outras empresas, de parte ou de tudo isso ao mesmo tempo:

Crowdfunding sustentável:  muita gente reclama, e com razão, com o fato de que o fim das sacolas plásticas traz mais um custo ao consumidor. É uma meia verdade, já que este pode criar sua própria solução para transportar sua compra, mas é fato que essa é uma possibilidade diante das dificuldades de acessibilidade e logística dos centros urbanos de SP. Por isso, o empreendesdor pode inovar, financiando de maneira coletiva o custo das sacolas, caixas e afins. É a famosa vaquinha que, na era pós-moderna, passou a ser chamada de “crowdfunding” (financiamento coletivo).

Há sites que ajudam organizar esse tipo de ação, mas nada como a velha conversa presencial. A ideia que é você estabeleça parcerias com comerciantes da região para criar engradados, ecobags, sacola oxibiodegradáveis, de papel reciclado ou kraft patrocinados pela coletividade. Todos ganham com a exposição da marca, colaboram com o meio ambiente e ainda beneficiam o cliente em custo zero e comodidade.

Entrega em domicílio: se você tem uma mercearia, uma padaria ou algum comércio afim pode ser interessante investir em um serviço de entrega em domicílio, que tanto pode ser cobrado como gratuito, dependendo da consumação e do perfil do cliente.  Para isso é interessante que você invista em uma política de pós-venda, pois assim você poderá saber quem é de fato seus clientes cativos. O cativo tem sempre que ser valorizado, nunca se esqueça disso. Você pode também utilizar essa comodidade em programas de fidelização da clientela.  Enfim, as possibilidades são inúmeras.

E-commerce: parece engraçado, mas uma simples sacolinha pode abrir uma oportunidade que você nunca esperava. Se a falta da sacola plástica pode prejudicar o consumo presencial, o mesmo não pode ser dito pelo e-commerce. Ao fazer uma loja virtual, você pode oferecer seus produtos por meio de uma outra experiência de combra e o envio da compra pode ser feito por um serviço de entrega em domicílio seu ou terceirizado.

O bom e velho casco: Aquele velho engradado para guardar garrafas pode ainda ser muito útil. Se você for um empreendedor esperto poderá observar que esta pode ser uma boa oportunidade de expor sua marca por um longo período, tornando-se até mesmo parte da paisagem da casa do cliente. Sim, dei o exemplo do casco mas o comerciante pode investir em formatos criativos, esteticamente atraentes, funcionais também pois esta caixa precisa caber no porta malas, nos bancos do carro e oferecer suporte para ser carregada na mão.

Então, vai a dica: Porque não oferecer esta cortesia para quem consome até uma determinada faixa de preço?

Ponto de descarte de embalagens: muitas redes de supermercados européias – algumas, inclusive, atuantes no Brasil – oferecem ao consumidor a possibilidade de descartar a embalagem do produto recém-comprado antes de levá-lo para casa. O comerciante, então, se responsabiliza em encaminhar o que for descartado a empresas e serviços especializados em reciclagem. Isso diminui o volume da compra e contribui de forma direta com a natureza. E claro, a reputação do estabelecimento que fizer isso bem feito eleva-se consideravelmente.  Afinal, não é só a sacolinha plástica que não se decompõe com facilidade, não é mesmo?

Informe e concientize sua clientela: partindo daquela lógica de “responsabilidade compartilhada”, há muitas coisas que podem ser feitas pelo consumidor para que o uso de sacolas plásticas seja extinto. E você, empreendedor, pode ajudá-lo a encontrar essas soluções. Daí a importância novamente salientada por mim de você ser um agente, um comunicador atuante e capaz de melhorar a experiência de consumo das pessoas.

Utilize o blog da sua empresa e as redes sociais para sugerir soluções para o seu cliente. Uma delas, por exemplo, é a criação de uma sacola feita com jornal.   Esse é um dos exemplos de como você pode sair da zona de conforto e atuar de forma positiva, aliando sua marca a ações de utilidade pública.

Tá precisando de ajuda?

Esse é apenas um exemplo de como podemos buscar inovação sem gastar muito e oferecendo muito mais do que o cliente espera da gente. Nós da Penso Mídia trabalhando todos os dias buscando soluções em comunicação e imagem para você que é micro e pequeno empreendedor. Conte com a gente quando precisar.

 

Comentários
  • edsulivan davi da silva

    this is really good !!

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