Não se desespere! Conheça algumas estratégias de divulgação que já tem sido utilizadas em SP, e que muito bem podem tornar o ano de 2012 não apenas diferente, mas muito melhor para seus negócios

 Já está valendo. Desde o primeiro dia de janeiro a boa parte da  Lei “Viver Melhor Osasco” está em vigor. E para aqueles que enxergam na versão osasquense da Lei Cidade Limpa apenas mais um problema, ofereço aqui algumas oportunidades surgidas para quem se sentiu limitado no que diz respeito à divulgação de seu empreendimento.

Novos suportes para divulgação

Pode-se criticar certos aspectos da lei – e eu inclusive assim fiz neste post -, mas uma coisa é fato:  justamente quando o ser humano se vê restringido é que a criatividade afloresce. Numa situação como essa, onde a publicidade mais óbvia, aquela de rua,  passa a ser limitada ou até mesmo proibida, surge a busca por experimentar novos suportes de divulgação, abordagens inusitadas e recursos promissores para prospectar novas clientelas que até então ficavam escondidos pelo “mais do mesmo” na paisagem urbana.

Leis como essa acabam meio que sem querer conscientizando o empresário de que a divulgação de uma empresa não pode viver apenas de outdoor, panfletagem, tampouco de homens-placa. Aliás, nesse aspecto, a lei foi brilhante ao proibir esse tipo de publicidade.  Atualmente temos a Internet como um valioso recurso a ser explorado, algo que a Penso Mídia periodicamente tenta mostrar por meio deste blogue.

Mas não é só de Internet. Há muito o que ser explorado no mundo off-line também, muitas vezes gastando-se bem menos do que em um outdoor.

Diversificar e combinar 

Atingir diferentes públicos não é tarefa fácil. Por isso, muitos preferem gastar toda uma verba em uma estratégia única, mas de grande visibilidade, garantindo grande exposição da marca ou de um conceito. É como pescar com uma grande rede. Da mesma forma que se consegue atingir o objetivo de trazer muitos peixes pro barco, muito lixo acaba vindo de carona. É o preço que se paga por “se jogar” no mundo, para que ele lhe conheça, experimente e o julge.

A Lei Cidade Limpa de Osasco traz a possibilidade de organizar melhor uma estratégia de divulgação, não mais fazendo uso do expediente da “grande rede de pesca”, mas de uma pescaria mais cirúrgica, onde a mensagem torna-se conveniente conforme o segmento de público buscado.

A publicidade de outdoor em SP, assim, deixou de ser a mídia principal dentro de uma ação publicitária, reposicionando a importância daquelas vistas como apenas “complementares”  até então.

Não apenas isso, como pode muito bem o empreendedor combinar estratégias, buscando diferentes formas de “tocar o consumidor,  ao invés de concentrar-se em apenas uma.  É dessa forma que os grandes há muito tempo fazem quando buscam apresentar-se ao grande público. Recorre-se, sim, a uma publicidade massiva, mas nunca abrindo mão de uma estratégia segmentada, fundamental para alinhar o discurso conforme as expectativas de seu público-alvo.

O pequeno que pensa, um dia, em ser grande deve desde cedo utilizar em comunicação de forma estratégica,  pois parte do bom uso dela a possibilidade de conquista de novas fatias de mercado.

Cidade Limpa em SP: eles não choraram o leite derramado 

A restrição o uso de publicidade no espaço público paulistano foi benéfica à paisagem urbana e levou muitos empreendedores a buscar soluções para driblar, dentro da legalidade, os limites impostos pela lei. Abaixo exemplifico algumas soluções em divulgação surgidas a partir do exercício oportuno de examinar as possibilidades diante de um cenário limitador:

Publicidade indoor: se a publicidade nas ruas foi proibida, o mesmo não ocorreu para as formas de divulgação internas. Com isso, um mercado que era visto apenas como secundário ganhou força, o da publicidade indoor. Hoje temos não apenas placas publicitárias como também o uso de vídeo a partir das “emissoras” de TV dedicadas ao transporte público.

Outra possibilidade ainda pouco exploradas é a chance de explorar parcerias junto a comerciantes de segmentos correlatos para troca de publicidade.Trata-se de um recurso amplamente utilizado na Internet (troca de banners entre blogs) que pode muito bem ser utilizado no mundo off-line também.

Revistas customizadas: tem sido frequente  por parte dos comerciantes de SP criar meios de comunicação próprios, dedicados a vincular sua marca, seus produtos e serviços ao exercício do jornalismo. O custo muitas vezes pode assustar, mas é  comparável a de um outdoor e uma via de grande circulação. Uma revista, quando bem feita, pode trazer ganhos qualitativos superiores a de uma publicidade tradicional, marcando de fato um espaço na memória do cliente. Mas em um mundo cheio de informações, quem precisa de mais uma revista? Eu lhe respondo que todos precisam ter informações de qualidade, pois só assim poderemos filtrar desse mundaréu informativo aquilo que é relevante. Interferir positivamente na experiência de consumo do cliente é obrigação do empreendedor moderno.

Revistas e jornais de bairro: enquanto muitos buscam a independência editorial, criando seu próprio meio de comunicação, outros buscam aliar-se a um dos milhares de jornais e revistas gratuitas em circulação hoje na cidade de SP.  Novamente reforço a importância de buscar a excelência. Há produtos muito bons e outros de qualidade duvidosa. De nada adianta anunciar em um impresso pouco atraente visual e editorialmente e de alcance reduzido. É preciso separar o joio do trigo no momento de optar por essa estratégia de divulgação.

Protagonizar ações de preservação do patrimônio público: que tal expor positivamente sua marca, prestando um serviço à comunidade? Sim, isso é possível em SP e muitas empresas fazem uso desse recurso. “Adotar” uma praça é uma das possibilidades. Em troca da preservação de um patrimônio público a prefeitura concede a empresa responsável a possibilidade de colocar uma plaquinha no local. É uma “plaquinha” invisível pra muita gente, mas que, se bem explorada por mídias complementares pode resultar num ganho positivo e substancial na imagem do empreendimento.

Publicidade motorizada: tanto a lei de Osasco como a de São Paulo não restringem o uso da marca do empreendimento em viaturas, vans, furgões e afins. Trata-se de uma oportunidade de explorar de maneira criativa a mobilidade dos carros de serviço de sua empresa.  É possível também explorar a mobilidade dos ônibus (busdoor) e táxis. Para o último, é preciso esclarecee que a lei paulistana concedeu após quatro anos de proibição, mas em Osasco não há legislação específica.

Internet e crossmedia: combinar diferentes mídias em uma ação publicitária não é novidade. A Internet, no entanto, tem se revelado como um verdadeiro nascedouro de novas mídias, o que exige do empreendedor atenção para cada nova oportunidade surgida. O uso das redes sociais, a interação com dispositivos bluetooth, o uso de códigos de barra que interagem com aparelhos celulares são apenas alguns exemplos do que pode ser combinado para divulgar um lançamento, uma promoção ou para simbolizar um momento importante da empresa.

Eu, mídia: nunca se esqueça que, você, sendo responsável pela sua empresa, é também um veículo de divulgação de seu empreendimento. Passa também, portanto, pelas suas atitudes no fazer diário a construção da imagem de seu estabelecimento comercial. Muitas empresas têm explorado a figura de seus idealizadores na busca de uma comunicação mais humana, próxima e honesta.  O uso das redes sociais permite não apenas que a empresa se comunique, mas que ela ganhe rosto, emoções, tudo a partir daquilo que é partilhado nestes ambientes. Além de cuidado, sugiro uma reflexão contínua sobre qual imagem você quer construir para o seu empreendimento.

Brindes e cortesias: uma caneta tem a incrível capacidade de se perder por aí, ganhar novo dono, se perder de novo, ganhar novamente outro dono, e isso muitas vezes carregando a marca de um empreendimento. Esse é apenas um exemplo de como um simples brinde pode se tornar um meio viral de divulgação de uma marca.

 Vamos um pequeno ‘case’ (odeio essa palavra): A rede  de restaurantes italianos fastfood Spoleto, por exemplo, tem buscado construir uma imagem jovem, inquieta, apoiada na linguagem deles. Para tanto, patrocinou recentemente bandas de rock indepentes e apostou na exposição da sua marca no Rock’n Rio. No quesito brinde, ela fez recentemente uma promoção ligada justamente ao Rock’n Rio, dando  ao cliente um copo estilizado por um artista plástico de renome internacional caso gastasse uma determinada quantia. Foram seis copos lançados, cada representando um estilo musical, o que deu também um apelo colecionável ao brinde. Eu, como comunicólogo, achei a proposta de extremo bom gosto por não apenas expor a marca. Um copo com jabá e apenas um copo, mas algo estilizado, esteticamente interessante eleva a marca e a vincula com algo que ultrapassa a esfera da divulgação pura e simples. Nesse caso a Spoleto se tornou parceira da vanguarda artística, do rock, da música, e isso tudo pode ser extremamente valioso para uma marca jovem quando bem coordenado. Parece que  foi o caso pois, como consumidor, realmente adotei a marca, pois além da promoção ter me atingido positivamente, pude experimentar e aprovar a gastronomia oferecida pelo restaurante.

Camisetas : camisetas engraçadinhas chamam atenção na rua? Já chamaram mais, mas o que importa aqui é o conceito. Não é preciso ser engraçado para chamar a atenção. Importante, sim, é buscar um conceito inesperado, uma mensagem relevante, um efeito representativo naquele pedestre que pode se tornar seu cliente no futuro. A camiseta, desse modo – assim como todo o vestuário daquele que colabora e participa da sua empresa – pode se tornar uma mídia e até mesmo despertar o desejo de uso da camiseta do consumidor se possuir uma estética atraente aliada a sua marca.

Cidade Limpa, que nada!  Aproveite para se reiventar!

É muito bom quando se tem no horizonte a possibilidade de mudar o jeito de fazer o trivial já domesticado por uma rotina. A Lei Cidade limpa de Osasco, embora carregue muitas hipocrisias, convida o empreendedor, ainda que sem querer, a reinventar-se como marca, explorando novas abordagens e suportes de divulgação. É nisso que a Penso Mídia pensa tanto. Nós temos muitas ideias para o seu empreendimento e gostaríamos muito de ter um minuto da sua atenção para apresentar algumas delas a você.

Sem dúvidas, temos um ano de 2012 cheio de possibilidade de parcerias com você que pretende mudar o jeito da sua empresa se apresentar para o mundo. E se você quer mudar, nós podemos lhe apresentar os melhores “jeitos”.  É só perguntar pra gente como!

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