Sim, é totalmente possível e viável. E dessa vez você pode obter vantagens se não copiar alguns ‘grandes’

O ano de 2011 foi marcado pela explosão dos sites de compras coletivas no Brasil. O E-commerce, que já crescia, teve um empurrão definitivo para decolar de vez por essas bandas. É, de fato, trata-se de uma estratégia interessante.

Na verdade é interessante, mas não traz nada de muito novo, já que simplesmente sistematiza algo que já ocorre há muito tempo no mundo off-line. Quanto mais pessoas comprarem um determinado produto em um mesmo espaço de tempo, maior será a possibilidade de diminuir a margem de lucro. Ganham todos, o comerciante por capitalizar ao máximo o estoque investido, e o consumidor, que acaba por contar com descontos realmente atraentes.

A vantagem fica por conta da comodidade trazida pela Internet e pelo estímulo do social dentro das redes. Não é mais preciso ir até o “saldão”, ele vai até você, enviado por email ou compartilhado via redes sociais, característica que motiva o consumidor a mobilizar-se para que mais e mais pessoas tenham acesso à oferta e atingir a quantidade mínima de compradores para ativá-la.

A estratégia não é interessante somente pelo fato de elevar as perspectivas de faturamento. Na verdade, até pelo fato de envolver comissionamento ao site responsável por intermediar a compra, esse tipo de investimento vale mesmo pela possibilidade de alcançar clientelas que, sem uma oferta coletiva, talvez jamais conhecesse o seu trabalho. Se o trabalho for bem feito, as chances de que haja uma nova compra, agora sem intermediação, será grande.

Mas, obviamente, problemas sempre ocorrem.

Quando o tiro sai pela culatra

A imprensa noticiou ao longo de 2011 uma série de queixas envolvendo falhas na entrega de produtos e serviços negociados via sites de compras coletivas. E isso só vai ocorrer com você, empreendedor, se antes de embarcar nisso não haver o devido preparo para que sua empresa receba essa nova demanda de consumidores.

Pensando nisso, analisamos os principais problemas ocorridos com esse tipo de serviço  para listar aquilo que você deve ficar atento para não ofender a imagem de seu empreendimento:

Capacidade de absorção da demanda: a lógica das compras coletivas exige que as empresas se organizem para receber uma demanda acima do normal em determinado período. Por isso, defina regras justas e viáveis no momento de criar sua oferta. Atente-se para o prazo de entrega ou, em casos de lanchonetes e restaurantes, verifique os dias cujo movimento permite um acréscimo razoável de clientes.

Descontos pra inglês ver: os sites de compra coletiva têm perdido parte da credibilidade por conta do oportunismo de alguns empreendedores, que ofertam produtos ou serviços cujo desconto prometido chega a 50%, 60%, 70% de desconto mas que, na ponta do lápis,  não representa grandes economias ao consumidor

Falhas na entrega do serviço: você faz um rebuliço danado com sua oferta na Internet mas na hora de entregar descobre que o estoque não dá conta da demanda. Parece coisa de amador, mas isso ocorreu mais de uma vez durante o ano de 2011. E o pior é que os sites de compra coletiva ainda não conseguiram se organizar de maneira efetiva no que diz respeito a absorver as reclamações, interpretá-las e dar uma pronta resposta ao cliente. Com isso, muitos “calotes” foram registrados, o que é fatal para qualquer marca.

Comprar gato por lebre: você adquire um pacote de viagem para a Argentina e a empresa te entrega uma viagem para o Uruguai, isso é possível? Pela falta de planejamento de algumas delas isso se tornou realidade neste “boom” das compras coletivas no Brasil. Isso sem falar na falta de cumprimento de datas de embarque, o que tem  gerado uma fila de clientes descontentes e decepcionados.

Produtos ‘xing ling’: É só você entrar em qualquer um desses sites de compra coletiva para ver uma enxurrada de ofertas envolvendo celulares, tablets e afins a preços atraentes, mas que deixa o consumidor com uma pulga atrás da orelha quanto à procedência e a qualidade do aparelho. Como se trata de uma estratégia de divulgação e faturamento, é preciso escolher bem os produtos e serviços que você, empreenededor, deseja vincular à sua marca. Não adianta oferecer um negócio da China para depois receber uma enxurrada de reclamações. Lembre-se que esse tipo de estratégia envolve grande notoriedade e põe em xeque a reputação de sua marca.

Experiência de consumo inferiorizada: você compra aquele banquete para quatro pessoas mas percebe, numa rápida comparação, que pelo fato de ter comprado por um site de compras coletivas, seu prato demora mais pra chegar, chega à mesa com menos requintes e  o preço das bebidas é mais caro para você do que para quem compra pelo cardápio. São pequenas sacanagens que não podem acontecer. Se empreendedor pensa que pode ganhar mais com menos ele está enganado. O grande legado de uma compra coletiva está na possibilidade de fidelização. De nada adianta pensar no consumo imediato, oferecendo qualquer coisa para seu novo cliente.

Uma grande oportunidade para o pequeno empreendedor aparecer e crescer

É dessa forma que a Penso Mídia encara o negócio das compras coletivas. Acreditamos que podemos auxiliar o empredeedor interessado em apostar nesta ideia, mas que está cheio de dúvidas e temores quanto ao funcionamento dela. Estamos aqui para ajudá-lo. Caso tenha alguma dúvida, deixe ela aqui.Na Internet vale muito compartilhar as dúvidas, pois, a partir delas, se torna possível gerar conhecimento  para a coletividade.

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