Para o consumidor, cada vez mais é necessário experimentar para definir sua escolha

 Tem gente que não gosta, mas um dos grandes diferenciais de uma feira livre está na liberdade do consumidor em experimentar as frutas antes de comprar. O próprio feirante oferece pois sabe que mexer com o paladar, um dos sentidos mais importantes do ser humano,  faz o cliente tomar decisões muito mais rápidas e determinadas.

Como sabe, o conceito de gratuidade existe e não é de hoje. A Internet, no entanto, redimensionou esse conceito. A princípio tudo parece ser livre e gratuito, o que ao mesmo tempo elevou a exigência do consumidor pela qualidade do produto final e dos serviços que contrata.

E o que meu negócio tem a ver com isso?

Ora bolas, tudo, independente do seu ramo de atuação. Oferecer algo de graça não significa prejuízo ou menos lucro.É, sim, uma estratégia que visa mais lucro e grande possibilidade de fidelização, quando bem feita.  Disponibilizar algumas amostras grátis de um novo produto, por exemplo, o leva a ser descoberto, testado, comentado com mais pessoas. Se o produto realmente for bom, parte desse público certamente irá  pagar para consumi-lo na próxima vez.

No caso de serviços, porém, é sempre bom estabelecer limites para a gratuidade e, claro, investir para que o serviço pago de fato valha a pena. À medida que a oferta de gratuidade aumenta, as pessoas começam a se sentirem bobas ao pagar por algo quando existe um substituto grátis, de fácil acesso e com qualidade razoável. Esse novo quadro de gratuidade significa que quem tem algo para vender vai ter que se esforçar muito mais para inventar maneiras que não darão espaço para um substituto gratuito.

Conhecer o seu público e saber se comunicar com ele sempre fará toda a diferença na hora da decisão da compra. Com cada vez mais opções para se escolher, o consumidor valoriza a marca que investe em relacionamento.

“Pega que é grátis”: alguns cuidados com a gratuidade

 Sabe aqueles caras chatos que ficam na rua oferecendo revista velha? São chatos de fato, e no fim das contas utilizam o conceito da gratuidade de forma oportunista, somente para despertar o interesse daquele consumidor que, sendo de graça, aceita até injeção na testa.

Uso da gratuidade nunca pode ser um golpe oportunista. Infelizmente, muitas empresas trabalham desse modo, oferecendo algo gratuito, uma assinatura de jornal, por exemplo, por um determinado período para depois cobrar sem aviso, caso no o cliente não ligue para cancelar. É um grande absurdo, mas tem sido cada vez mais recorrente esse tipo de abordagem pelo setor de serviços brasileiro.

Brinde versus venda casada 

Outra maneira gratuita de mimar seu cliente é oferecer um brinde que, de fato, acrescente algo à vida da pessoa. Pense sempre em algo útil, atrelado ao seu ramo de negócio, esteticamente bonito mesmo que estampe sua logomarca. Pode ser também o famoso “pague dois, leve  três”, desde que o valor do brinde não encareça o produto. O consumidor percebe esses movimentos e sua empresa só irá perder com isso. Além do mais, isso configura venda casada, o que  é uma prática ilegal de mercado.

Conclusão

 A gratuidade, a cortesia, o “experimente por 30 dias”, estão aí faz muito tempo. A Internet não apenas institucionalizou essa prática como impõs ao empreendedor muito mais qualidade de seus produtos e serviços, pois o consumidor querer cada vez mais experimentar antes de definir sua escolha.

 Continua sendo uma estratégia de fidelização altamente eficaz quando temos qualidade e abordagem adequada em jogo, algo que deve estar também nos brindes que compõem a estratégia de divulgação da empresa. Nunca pense de maneira sovina, pois a gratuidade, quando bem aplicada,  não se reverte em prejuízo mas em ganho de reputação, imagem e lucratividade.

Pense nisso ou deixe que a gente pense por você ;-)

 

Deixe seu Comentário

Who are you?

Sua mensagem