Antes protagonista, o e-mail se tornou um dinossauro na comunicação digital. Mas engana-se quem aposta na sua morte. Ele ainda pode ser um grande aliado para a divulgação do seu negócio

O e-mail representa muito bem o que foi a revolução na comunicação com a chegada da Internet. Tínhamos, enfim, um mecanismo de comunicação e expressão escrita menos burocrático do que a carta, com o dom da instantaneidade e ainda por cima gratuito. Mas o tempo passou, as redes sociais chegaram, o msn tomou o espaço do ICQ e hoje enviar um e-mail para alguém parece coisa dos anos 90. Será mesmo?

E-mails marketing 

Não demorou muito para que as empresas de marketing, comunicação e publicidade observassem o potencial do e-mail como plataforma de comunicação dirigida às massas. Os e-mails marketing passaram a ocupar papel central na estratégia de comunicação com o cliente, seja na forma de newsletters (pequenos boletins), mensagens institucionais, propagandas ou qualquer outra forma de expressão capaz de atrair várias pessoas ao mesmo tempo. Sim, essa foi a fase em que o e-mail tentou copiar os meios de comunicação de massa – e fracassou.

Crise de credibilidade: o retorno ao básico 

Na sua busca por atingir mais e mais pessoas, as agências de comunicação começaram a rechear suas mailings (listas de e-mail) com milhões de endereços de e-mail, sem qualquer seleção ou critério. O resultado foi a criação de uma das pragas do mundo pós-moderno, o SPAM, que abriu espaço para malfeitores e levou ao e-mail ao uma crise de credibilidade.

Lembro aqui o artigo publicado aqui sobre o público-alvo e alvo do público. Os caras que ainda pensam dessa forma simplesmente não conseguem por o alvo em nada. Até podem gerar estatísticas para seu cliente, mas não existe conversão efetiva em novos negócios. Essa estratégia desesperada, felizmente, é percebida pelo grande público como uma tremenda falta de etiqueta e bons modos na Internet. Ou seja, não busque quantidade, prefira qualidade. Selecione e segmente sua mensagem para buscar uma comunicação mais franca e honesta com potenciais clientes.

Isso faz com que voltemos ao básico. Na sua ânsia megalomaniaca, os profissionais de comunicação perceberam que e-mail não funciona como uma mala direta eletrônica. Ele é um meio de comunicação pessoal, íntimo e que, portanto, exige uma linguagem que respeite essas características.

O usuário é quem manda 

Impor uma mensagem a alguém é meio feio, não acha? Sabe aquele cara que numa conversa interrompe todo mundo, falta mais alto ou, como dizia nossas mães, fica “arremedando” os outros? Então, como e-mail é um suporte para uma comunicação mais pessoal e íntima o importante é oferecer escolhas ao destinatário. Incluir um endereço de e-mail em uma lista de envios sem a autorização do usuário não é uma estratégia inteligente. Pode até ser utilizada, mas com zelo, e sempre dando a opção para que a pessoa não receba mais mensagens.

O ideal é criar um intercâmbio entre o real e o virtual. Ou seja, aquele velho formulário de satisfação pode muito bem ser um convite para que seus clientes recebam novidades de sua empresa por e-mail. Sem imposição, sem desrespeito,

Nem é preciso dizer também sobre a importância de incluir um formulário no site da empresa com essa função. Outra possibilidade é convidar seus clientes por meio das redes sociais, criar um clube de benefícios para quem se cadastrar, valorizar o cliente interessado em se aproximar de sua empresa. O e-mail ainda pode ser muito útil para  esses fins.

Reforçando: segmentação é essencial

Como ja disse, o caminho da segmentação foi natural quando percebeu-se que o envio de e-mails em massa era uma estratégia falida na sua essência. O uso das redes sociais pode ser muito útil para conhecer melhor o dono de cada endereço de e-mail, examinar seus gostos e disgostos, incluindo-o em um determinado grupo de interesses. Com isso, o teor da mensagem precisa ser, necessariamente,personalizado conforme os interesses do grupo. Sempre preocupando-se também em não buscar um discurso declaratório, expositivo, mas algo que possa iniciar um dilálogo. Sim, a troca de e-mails pode ser muito saudável e produtiva.

 Ixi, to sem tempo

Tudo isso leva tempo, paciência,  poder de análise, trabalho mecânico repetitivo, algo de difícil encaixe na rotina do empreendedor. Por isso, no momento de criar uma estratégia de divulgação por e-mail procure empresas capacitadas. A Penso Mídia trabalha sempre para ser uma delas, agindo como uma agente facilitadora de conquistas.

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