Dentre aquelas perguntas básicas que sempre precisam ser respondidas quando se faz uma campanha comunicativa uma elas – qual seu público-alvo? – parece passar por uma profunda modificação conceitual

 Trata-se de mais uma mudança promovida pelas redes sociais, ambientes esses que buscam o diálogo como elemento fundador de uma relação franca e próxima com o consumidor. Do ponto de vista do interessado em propagar uma marca, ideia, produto, conceito, aquilo que se chamava de “buscar um público-alvo” já está lá, pronto para ser convidado, indexado nas ferramentas de busca. Está lá reunido em comunidades de interesse.

Não faz mais sentido ter um público-alvo, mas criar artifícios para que se mantenha o alvo no público. Sim, mas não é tarefa fácil, a mão irá tremer, o vento irá atrapalhar e o alvo pode até mesmo correr da sua mira.

Aliás, preocupe-se com essa última possibilidade. Promover uma ação comunicativa que promova a aversão a uma ideia, produto ou serviço pode ser fatal em um ambiente viral como das redes sociais. Uma palavra mal dita e, pronto, estaremos diante de uma crise de reputação a ser gerida e resolvida.

No que diz respeito às outras dificuldades, temos atualmente algumas ferramentas capazes de diminuir a tensão no momento de apontar a flecha. Vamos a elas:

Google Analytics: ferramenta gratuita para medir o perfil de quem visita seu site ou blog. Traz características bastante interessantes para quem deseja saber o que tem atraído público à sua página. Analisando, por exemplo, os termos de pesquisa mais pesquisados nos buscadores ou os locais que tem atraído visitantes, é possível determinar com maior exatidão o perfil de quem se entusiasma com sua marca, seus produtos e /ou serviços. Nele é possível, inclusive, determinar o grau de aceitação por determinada ideia para, se for conveninente, corrigir possíveis desvios de percurso.

Monitore as redes sociais: infiltre-se em comunidades, monitore o que tem sido dito sobre seu ramo de negócio, monitore também aquilo que se diz sobre o SEU negócio. Anote as críticas, dialogue com o consumidor, tire dele aquilo que falta. Jamais ignore as críticas, pois esses são os caras mais amigos de seu negócio.

 Crie uma “persona”: Depois de monitorar as redes sociais e aprender com elas,    crie  uma “persona” baseada naquilo que pode ser considerado como “consumidor médio” e comece a fazer o trabalho inverso. Seja cliente de você mesmo, teste sua estrutura de atendimento, sua loja virtual e passe a perceber as dificuldades encontradas por aquele que se interessou pela sua marca, mas não consegue avaliá-la com 100% de satisfação.

 Antecipe tendências: se antes a rua, o papo de canto, a conversa na padaria ou no bar eram, para o antigo empreendedor, o principal palco de novas tendências, hoje é preciso dar vazão muito mais às relações sociais mantidas pela web. Temos um público novo chegando às redes sociais, opinando sobre diversos assuntos que no meio off-line ficavam retidos ao mundo das ideias. Ter a capacidade de interpretar esses episódios a favor da inovação é o grande pulo do gato

Cadastre seu negócio em sites de avaliação: jogue aos leôes sem medo. Esses sites trabalham com o conceito de geolocalização, que pretende criar uma conexão entre o mundo físico e virtual a partir da criação de tags (pontos de referência) em mapas. Hoje existem diversos sites gratuitos que permitem o cadastro de empresas que, por sua vez, passam a ser submetidos à avaliação da inteligência coletiva. Neles existem mecanismos capazes de avaliar a recomendar e tem sido cada vez mais influentes no poder de escolha do consumidor. Recomendo, de tabela, o Apontador, o Kekanto, o Qype e o FourSquare.

O empreendedor interessado em divulgar sua marca, seus produtos e serviços tem hoje na web uma infinidade de possibilidades que muitas vezes ficam inacessíveis ao usuário comum pela avalanche de informações e compromissos ligados à Internet. Foi o intuito de ser um agente facilitador que a Penso Mídia desenvolveu um completo programa de interação e monitoramento em redes sociais para micro e pequenos negócios. Curta nossas dicas e, se precisar da gente, é só chamar.

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